Férias de Verão e Saúde íntima

Férias de Verão e Saúde íntima: hábitos comuns que merecem atenção

Calor intenso, viagens, mudanças na rotina e maior tempo com roupas úmidas fazem parte das férias de Verão, mas também podem impactar diretamente a saúde íntima feminina.

Ginecologistas observam aumento de queixas relacionadas a infecções vaginais nesse período, muitas vezes associadas a hábitos simples do dia a dia, como permanecer longos períodos com biquíni molhado, reduzir a ingestão de água ou alterar a higiene íntima.

Tanto o excesso quanto a falta de cuidados podem prejudicar o equilíbrio da flora vaginal. O uso de duchas, produtos inadequados e a automedicação estão entre os principais fatores de risco.

O Verão também pode ser uma oportunidade para observar sinais do corpo e colocar exames em dia, especialmente quando sintomas como coceira, ardor ou alterações no corrimento surgem ou se intensificam.
Para falar do assunto, o ginecologista Dr. Guilherme Henrique dos Santos, da Onne Clinic. 

1. Por que infecções ginecológicas são mais comuns no Verão?

No Verão, o calor e a umidade favorecem a proliferação de fungos e bactérias, especialmente na região íntima. Além disso, mudanças na rotina, como viagens, maior tempo com roupas úmidas, alterações na alimentação e redução da ingestão de água, podem desequilibrar a flora vaginal, que depende de um ambiente ácido e estável para se manter saudável. Esse conjunto de fatores explica o aumento das queixas ginecológicas nessa época do ano.

2. Ficar com biquíni molhado realmente aumenta o risco?

Sim. Permanecer por longos períodos com biquíni molhado cria um ambiente quente e úmido, ideal para o crescimento de microrganismos, especialmente fungos como a Candida. Embora não seja o único fator, esse hábito aumenta o risco de infecções vaginais, principalmente quando associado a calor intenso e baixa ventilação da região íntima.

3. Quais hábitos devem ser evitados para preservar a saúde íntima?

É importante evitar o uso de duchas vaginais, sabonetes íntimos inadequados ou com fragrâncias intensas, além da automedicação. O excesso de higiene pode ser tão prejudicial quanto a falta dela, pois altera o equilíbrio natural da flora vaginal. Também é recomendável evitar roupas muito justas por longos períodos, priorizar tecidos leves e manter uma boa hidratação ao longo do dia.

4. Quando sintomas simples exigem avaliação médica?

Sintomas como coceira, ardor, corrimento com alteração de cor, odor ou consistência, dor durante a relação sexual ou ao urinar devem ser avaliados por um ginecologista, especialmente se persistirem por mais de alguns dias ou se intensificarem. A avaliação médica é fundamental para o diagnóstico correto e para evitar o uso inadequado de medicamentos, que pode mascarar ou agravar o problema.

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